Sobre o Clube Farroupilha


Fundado em outubro de 2013 e contando com não mais do que dez membros, hoje o Clube Farroupilha tornou-se maior e agregou, ao longo do ano de 2015, mais de 1500 pessoas em suas atividades e colocou-se uma das maiores instituições de difusão do liberalismo no Brasil.

Não é necessária qualquer contribuição financeira, ou temporal, para se tornar membro do Clube Farroupilha. Ao inscrever-se em nosso grupo, você receberá um convite para participar de nossas atividades, conhecer pessoas e se engajar em nossos trabalhos, conforme seu interesse e disponibilidade.

Também trabalhamos com a ideia de difundir os ideais de liberdade e empreendedorismo em Santa Maria e em todo o Estado, tendo contribuído e assistido ativamente na organização de mais de 10 grupos liberais no Rio Grande do Sul.

O socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.

Margaret Thatcher

Por que Clube Farroupilha?


A Revolução Farroupilha pode ser considerada como o primeiro movimento em direção ao espectro liberal na história do Rio Grande do Sul. Não só porque foi conduzida pelos membros do Partido Liberal à época, mas – mais importante – porque através dela se vislumbra uma série de elementos e valores que vão em encontro com o defendido pela filosofia do liberalismo na data em questão.  Dentre as mais diversas controvérsias sobre o caráter da mesma, a Revolução Farroupilha é aceita sem discórdia como um movimento que demandou descentralização do poder, limitação governamental sobre questões comerciais, redução de impostos, liberdade de religião (bem limitada, mas liberal para a época), abolição da escravatura (entre alguns membros, e dentro de algum período), entre outros aspectos. Logo, não se pode dizer que a mesma não foi um movimento de caráter liberal. Empiricamente, pode-se demonstrar essa conclusão através de uma análise do projeto da Constituição Farroupilha, datada de 1843. Nela se nota uma das bases do pensamento liberal clássico, através de John Locke e a corrente dos direitos naturais, calcados no tripé vida, liberdade e propriedade. Tal entendimento sobre o dever do Estado é refletido até hoje na corrente deontológica liberal-libertária, personificada em Ayn Rand. Ademais, denotamos ali figuras que são defendidas pelos liberais até hoje, como a competência de jurados para questões litigiosas factuais, e de juízes para questões judiciais de direito. Obviamente, a Constituição Farroupilha deve ser criticada por não ter previsto outra bandeira que os liberais do mundo defenderam expressamente à época: a abolição da escravatura. Contudo, através de uma análise do contexto histórico e social do momento em questão, não se pode deixar de afirmar que a Revolução Farroupilha foi, de fato, um passo a favor da filosofia da liberdade. E é por essa razão, que escolhemos homenagear esses homens.

Será que eu sou liberal?

Saiba as respostas para as principais perguntas sobre liberalismo


Em quais ideias se baseia o liberalismo?

O liberalismo se baseia em quatro simples premissas básicas:

– Os liberais acreditam que o Estado foi criado para servir ao indivíduo, e não o contrário. Os liberais consideram o exercício da liberdade individual como algo intrinsecamente bom, como uma condição insubstituível para alcançar níveis ótimos de progresso. Dentre outras, a liberdade de possuir bens (o direito à propriedade privada) parece-lhes fundamental, já que sem ela o indivíduo se encontra permanentemente à mercê do Estado.

– Portanto, os liberais também acreditam na responsabilidade individual. Não pode haver liberdade sem responsabilidade. Os indivíduos são (ou deveriam ser) responsáveis por seus atos, tendo o dever de considerar as conseqüências de suas decisões e os direitos dos demais indivíduos.

– Justamente para regular os direitos e deveres do indivíduo em relação a terceiros, os liberais acreditam no Estado de direito. Isto é, crêem em uma sociedade governada por leis neutras, que não favoreçam pessoas, partido ou grupo algum, e que evitem de modo enérgico os privilégios.

– Os liberais também acreditam que a sociedade deve controlar rigorosamente as atividades dos governos e o funcionamento das instituições do Estado.

Quais são as idéias econômicas em que se baseiam os liberais?

A idéia mais marcante é a que defende o livre mercado, em lugar da planificação estatal. Já na década de 20 o filósofo liberal austríaco Ludwig von Mises demonstrou que, nas sociedades complexas, não seria possível planejar de modo centralizado o desenvolvimento, já que o cálculo econômico seria impossível. Mises afirmou com muita precisão (contrariando as correntes socialistas e populistas da época) que qualquer tentativa de fixar artificialmente a quantidade de bens e serviços a serem produzidos, assim como os preços correspondentes, conduziria ao desabastecimento e à pobreza.

Von Mises demonstrou que o mercado (a livre concorrência nas atividades econômicas por parte de milhões de pessoas que tomam constantemente milhões de decisões voltadas à satisfação de suas necessidades da melhor maneira possível) gerava uma ordem natural espontânea infinitamente mais harmoniosa e criadora de riquezas que a ordem artificial daqueles que pretendiam planificar e dirigir a atividades econômica. Obviamente, daí se depreende que os liberais, em linhas gerais, não acreditam em controle de preços e salários, nem em subsídios que privilegiam uma atividade em detrimento das demais.

O mercado, em sua livre concorrência, não conduziria à pobreza de uns em benefício de outros?

Absolutamente não. Quando as pessoas, atuando dentro das regras do jogo, buscam seu próprio bem-estar costumam beneficiar a coletividade. Outro grande filósofo liberal, Joseph Schumpeter, também austríaco, estabeleceu que não há estímulo mais positivo para a economia do que a atividade incessante dos empresários e industriais que seguem o impulso de suas próprias urgência psicológicas e emocionais. Os benefícios coletivos que derivam da ambição pessoal superam em muito o fato, também indubitável, de que surgem diferenças no grau de acúmulo de riquezas entre os diferentes membros de uma comunidade. Porém, quem melhor resumiu tal situação foi um dos líderes chineses da era pós-maoísta ao reconhecer, melancolicamente, que “ao impedir que uns poucos chineses andassem de Rolls Royce, condenamos centenas de milhões de pessoas a utilizar bicicletas para sempre”.

Se o papel do Estado não é planejar a economia nem construir uma sociedade igualitária, qual seria sua principal função de acordo com os liberais?

Essencialmente, a principal função do Estado deve ser a de manter a ordem e garantir que as leis sejam cumpridas. A igualdade que os liberais almejam não é a utopia de que todos obtenham os mesmos resultados, e sim a de que todos tenham as mesmas possibilidades de lutar para conseguir os melhores resultados. Nesse sentido, uma boa educação e uma boa saúde devem ser os pontos de partida para uma vida melhor.

O liberalismo é um modo de entender a natureza humana e uma proposta destinada a possibilitar que todos alcancem o mais alto nível de prosperidade de acordo com seu potencial.

Qual a diferença entre o liberalismo e a social-democracia?

A social-democracia realça a busca de uma sociedade igualitária, e costuma identificar os interesses do Estado com os dos setores proletários ou assalariados. O liberalismo, por seu turno, não é classista e sobrepõe a seus objetivos e valores a busca da liberdade individual.

Em que se diferenciam os liberais dos conservadores?

Embora haja uma certa coincidência entre liberais e conservadores no que se refere à análise econômica, as duas correntes se separam no campo das liberdades individuais. Para os conservadores o mais importante é a ordem; já os liberais estão dispostos a conviver com aquilo de que não gostam e são sempre capazes de tolerar respeitosamente os comportamentos sociais que se afastam dos padrões das maiorias. Para os liberais, a tolerância é a chave da convivência, e a persuasão é o elemento básico para o estabelecimento das hierarquias. Essa visão nem sempre prevalece entre os conservadores.

Em que se diferenciam os liberais dos democrata-cristãos?

Mesmo quando a democracia cristã moderna não é confessional, uma certa concepção transcendental dos seres humanos aparece entre suas premissas básicas. Os liberais, por sua vez, são totalmente laicos e não julgam as crenças religiosas das pessoas. Pode-se perfeitamente ser liberal e crente, liberal e agnóstico ou liberal e ateu. A religião simplesmente não pertence ao mundo das preocupações liberais (ao menos em nossos dias), embora seja essencial para o liberal respeitar profundamente esse aspecto da natureza humana. Por outro lado, os liberais não compartilham com a democracia cristã (ou, pelo menos, com algumas das tendências que se abrigam sob esse nome) um certo dirigismo econômico que normalmente é chamado de social-cristianismo.

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